(atendemos somente particular)
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A espasticidade é uma alteração neurológica causada por lesões no cérebro ou na medula,
que interfere na forma como os músculos funcionam.
Normalmente, nosso corpo realiza movimentos através de um equilíbrio preciso: enquanto
alguns músculos contraem, outros relaxam.
Quando um músculo é movimentado passivamente, existe o reflexo de estiramento – contração do músculo que foi relaxado, em resposta ao estiramento das fibras.
Quando existe uma lesão neurológica, essa sincronia entre contração de alguns músculos e relaxamento de outros pode se perder. Também o reflexo de estiramento pode ficar exagerado, levando a uma limitação do movimento dependente da velocidade; quanto mais rapidamente movemos um membro, mais os músculos relaxados contraem em resposta, impedindo aquele movimento, que pode ser realizado se o fizermos lentamente.
Com isso, os músculos podem permanecer contraídos de forma involuntária e contínua, causando:
A espasticidade pode afetar apenas uma parte do corpo ou ocorrer de forma mais generalizada.
Ela está presente em diferentes condições neurológicas, incluindo:
Muitas famílias convivem durante anos com dificuldades motoras sem compreender que existe um nome, uma causa e possibilidades terapêuticas para aquilo que a criança vive diariamente.
Os sinais podem surgir de forma leve no início e evoluir ao longo do tempo.
Muitas vezes, os pais percebem:
Dificuldade para movimentar braços ou pernas
Rigidez muscular
Pernas “duras”
Dificuldade para vestir a criança
Desconforto durante o banho e os cuidados
Dificuldade para sentar ou andar
Andar na ponta dos pés
Cruzamento das pernas ao andar
Dores frequentes
Movimentos limitados
Dificuldade para dormir
Cansaço excessivo
Alterações posturais
Em casos mais graves, a espasticidade pode causar:
Deformidades articulares
Luxações
Encurtamentos musculares
Alterações na coluna
Dificuldade para alimentação
Dificuldade respiratória
Perda funcional progressiva
Além das limitações motoras, existe também um impacto importante na rotina da criança e da família.
Muitas vezes, o desgaste físico e emocional acontece silenciosamente no dia a dia.
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O diagnóstico começa com uma avaliação neurológica completa e detalhada.
Mais do que observar apenas o movimento, é importante compreender:
Durante a avaliação, são considerados:
Cada criança possui necessidades diferentes.
Por isso, o tratamento não pode seguir protocolos genéricos ou decisões isoladas.
É necessário compreender o contexto completo da criança e da família.
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A espasticidade precisa de acompanhamento contínuo.
Quando existe acompanhamento contínuo, os ajustes são mais precisos e os resultados tendem a ser mais eficazes.
O objetivo não é apenas reduzir rigidez muscular. É promover conforto, funcionalidade, autonomia e qualidade de vida.
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Essa consulta tem um tempo estendido, para que eu possa ouvir atentamente a história clínica, conhecer a criança e a família. O exame físico neurológico é detalhado, são analisados resultados de exames e avaliações anteriores e, se necessário, solicito novos a partir da hipótese diagnóstica, a qual explico à família e tiro dúvidas. Traço então com a família um plano de cuidado, que pode envolver prescrição de medicamentos, terapias multidisciplinares e/ou avaliação de outras especialidades.

Nas consultas de acompanhamento são analisados os resultados da conduta adotada e a evolução da criança no período. Reavalio clinicamente a criança e traço com a família os próximos passos no tratamento. O acompanhamento é o elo da corrente de evolução da criança, a ruptura desse compromete a direção do cuidado do paciente. Por isso, é essencial não faltar, pois ajustes de medicação e orientação de terapias dependem da avaliação em intervalos regulares.
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A jornada de cada paciente é única e inspiradora. Veja algumas histórias reais de transformação e superação.





NEUROPEDIATRA | CRM 52.79967-0 | RQE 57223
Com mais de 15 anos de experiência e tendo atendido mais de 12.000 pacientes, entre crianças e adolescentes de 0 a 17 anos com transtornos neurológicos, Dra. Katiane Souza é referência em Neuropediatria no Rio de Janeiro.
Atuando no Leblon (Rio de Janeiro) e Icaraí (Niterói), já atendeu inúmeros pacientes através de sua abordagem acolhedora, técnica e humanizada.
Cada criança é única, e nosso compromisso é encontrar soluções que transformam vidas.
Quais sinais podem indicar espasticidade na infância?
Alguns sinais que merecem atenção são:
• andar na ponta dos pés;
• rigidez muscular;
• dificuldade para abrir as pernas;
• quedas frequentes;
• dificuldade para correr;
• postura corporal diferente ou movimentos mais “duros”.
Cada criança apresenta sinais diferentes, por isso a avaliação especializada é importante.
O tratamento depende da causa e das necessidades da criança. Pode envolver terapias multidisciplinares, uso de medicações, aplicação de toxina botulínica, acompanhamento ortopédico, cirurgias e estratégias para melhorar a mobilidade, conforto e desenvolvimento motor.
Sempre que a criança apresentar alterações motoras persistentes, dificuldade no desenvolvimento, rigidez muscular ou mudanças no padrão de movimento. Quanto mais precoce for a avaliação, maiores são as possibilidades de acompanhamento e direcionamento adequado.
Não. A espasticidade é um aumento involuntário da contração muscular causado por alterações neurológicas. Ela pode estar presente em diferentes condições neurológicas, incluindo paralisia cerebral, doenças genéticas, síndromes neurológicas e algumas alterações do desenvolvimento motor. Por isso, uma avaliação especializada é fundamental para entender a causa e definir o melhor acompanhamento.
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