(atendemos somente particular)
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A espasticidade é uma alteração neurológica causada por lesões no cérebro ou na medula, que interfere na forma como os músculos funcionam.
Normalmente, nosso corpo realiza movimentos através de um equilíbrio preciso: enquanto alguns músculos contraem, outros relaxam.
Quando um músculo é movimentado passivamente, existe o reflexo de estiramento – contração do músculo que foi relaxado, em resposta ao estiramento das fibras.
Quando existe uma lesão neurológica, essa sincronia entre contração de alguns músculos e relaxamento de outros pode se perder. Também o reflexo de estiramento pode ficar exagerado, levando a uma limitação do movimento dependente da velocidade; quanto mais rapidamente movemos um membro, mais os músculos relaxados contraem em resposta, impedindo aquele movimento, que pode ser realizado se o fizermos lentamente.
Com isso, os músculos podem permanecer contraídos de forma involuntária e contínua, causando:
A espasticidade pode afetar apenas uma parte do corpo ou ocorrer de forma mais generalizada.
Ela está presente em diferentes condições neurológicas, incluindo:
Condição do neurodesenvolvimento de início precoce, causada por um dano cerebral não degenerativo, afetando principalmente as habilidades motoras, além de outros aspectos da funcionalidade. Há diferentes formas:
Espástica (em que predomina a espasticidade)
Flácida ou Hipotônica (em que predomina a hipotonia – diminuição do tônus muscular, resultando em músculos flácidos)
Discinética (em que predominam os distúrbios do movimento)
Atáxica (em que predomina a ataxia – dificuldade de equilíbrio)
Mista – pode combinar características de mais de uma forma, como espasticidade e movimentos involuntários, por exemplo.
A espasticidade está presente na forma espástica ou na forma mista (somando espasticidade e distonia, por exemplo).
Doenças que alteram a substância branca por destruição da bainha de mielina no sistema nervoso central e periférico:
Doença genética ligada ao X que provoca destruição progressiva da substância branca cerebral, afetando movimento, cognição e comportamento. Há alterações na capacidade de andar e espasticidade de membros em todas as formas da doença.
Leucodistrofia progressiva associada à perda de habilidades motoras e cognitivas, alterações da fala, espasticidade e dificuldade para andar.
Doença neurometabólica grave que afeta principalmente o sistema nervoso central, podendo causar regressão neurológica e alterações respiratórias. Dependendo das vias neuronais alteradas, pode haver hipotonia do tronco e espasticidade dos 4 membros.
Leucodistrofia genética progressiva que compromete movimento, alimentação e desenvolvimento neurológico, caracterizada por vômitos frequentes, irritabilidade, hipotonia do tronco e espasticidade dos membros.
Doença rara da substância branca cerebral associada a atraso do desenvolvimento, aumento do volume craniano, convulsões, ataxia, espasticidade e alterações motoras progressivas.
Leucodistrofia hereditária associada a alterações motoras, espasticidade e atraso no desenvolvimento.
Doença progressiva da substância branca cerebral, desencadeada ou agravada por infecções e estresse metabólico, levando a convulsões, ataxia, espasticidade e alterações neuropsiquiátricas.
Doença genética inflamatória que pode causar regressão neurológica grave, espasticidade, distonia, microcefalia progressiva, calcificações intracranianas e epilepsia.
Grupo de doenças neurogenéticas associadas a epilepsias de difícil controle, atraso ou regressão do desenvolvimento neuropsicomotor, alterações cognitivas e comprometimento neurológico progressivo.
Síndrome epiléptica grave da infância caracterizada por espasmos epilépticos (“espasmos do lactente”), atraso no desenvolvimento e alterações típicas no eletroencefalograma. Costuma surgir nos primeiros meses de vida e pode impactar significativamente o desenvolvimento motor e cognitivo da criança. Nos casos com lesão na estrutura cerebral, pode haver espasticidade.
Doença neurológica caracterizada por múltiplos tipos de crises convulsivas, geralmente refratárias ao tratamento, incluindo crises mioclônicas, atônicas e tônico-clônicas. Frequentemente está associada à deficiência intelectual e importante comprometimento do desenvolvimento infantil. A espasticidade pode ocorrer em alguns casos com grave encefalopatia.
Síndrome epiléptica rara e grave de início muito precoce, geralmente nos primeiros meses de vida. Está associada a crises convulsivas refratárias, alterações respiratórias importantes e grave comprometimento neurológico, podendo evoluir posteriormente para Síndrome de West ou Lennox-Gastaut, com grave comprometimento motor, incluindo hipertonia e espasticidade.
É uma acidúria orgânica, ou seja, um distúrbio metabólico de origem genética, causado pela deficiência de enzimas que degradam ácidos orgânicos, levando ao acúmulo destes no organismo. Manifesta-se com atraso no desenvolvimento, convulsões e vômitos, podendo haver ainda espasticidade e distúrbios do movimento, como ataxia, coreia, tremor e distonias.
Doença metabólica rara de deficiência na metabolização do aminoácido fenilalanina, caracterizada por atraso no desenvolvimento, odor característico na urina, cor mais clara de pele, cabelos e olhos do que os irmãos, espasticidade, hiperatividade, tremores e atetoase.
Início na infância com hipotonia, convulsões, ataxia e atraso no desenvolvimento, além de acidose metabólica, atrofia do nervo óptico, erupções na pele e queda de pêlos. Nas formas de início tardio, há fraqueza nos membros e espasticidade, por comprometimento da medula espinhal.
Causada por uma variante no gene ARG1, alterando o ciclo da ureia. Início entre um e três anos de idade com regressão motora e cognitiva, fraqueza muscular com espasticidade lentamente progressiva, microcefalia adquirida e dificuldade de ganho de peso. Ataxia e convulsões também podem ocorrer.
Causada por alterações no gene SLC2A1, que codifica a proteína GLUT1, necessária para a passagem da glicose para o cérebro. Pode haver epilepsia refratária de início precoce, atraso no desenvolvimento, microcefalia adquirida e distúrbios do movimento (ataxia, espasticidade e distonia).
Muitas famílias convivem durante anos com dificuldades motoras sem compreender que existe um nome, uma causa e possibilidades terapêuticas para aquilo que a criança vive diariamente.
Os sinais podem surgir de forma leve no início e evoluir ao longo do tempo.
Muitas vezes, os pais percebem:
Rigidez muscular
Pernas “duras”
Dificuldade para vestir a criança
Dificuldade para sentar ou andar
Andar na ponta dos pés
Cruzamento das pernas ao andar
Dores frequentes
Movimentos limitados
Dificuldade para dormir
Cansaço excessivo
Alterações posturais
Em casos mais graves, a espasticidade pode causar:
Deformidades articulares
Luxações
Atrofias musculares
Alterações na coluna
Dificuldade para alimentação
Dificuldade respiratória
Perda funcional progressiva
Além das limitações motoras, existe também um impacto importante na rotina da criança e da família.
Muitas vezes, o desgaste físico e emocional acontece silenciosamente no dia a dia.
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O diagnóstico começa com uma avaliação neurológica completa e detalhada.
Mais do que observar apenas o movimento, é importante compreender:
Durante a avaliação, são considerados:
Cada criança possui necessidades diferentes.
Por isso, o tratamento não pode seguir protocolos genéricos ou decisões isoladas.
É necessário compreender o contexto completo da criança e da família.
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A espasticidade precisa de acompanhamento contínuo.
Quando existe acompanhamento contínuo, os ajustes são mais precisos e os resultados tendem a ser mais eficazes.
O objetivo não é apenas reduzir rigidez muscular. É promover conforto, funcionalidade, autonomia e qualidade de vida.
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A jornada de cada paciente é única e inspiradora. Veja algumas histórias reais de transformação e superação.




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NEUROPEDIATRA
CRM 52.79967-0 | RQE 57223
Com mais de 15 anos de experiência e tendo atendido mais de 12.000 pacientes, entre crianças e adolescentes de 0 a 17 anos com transtornos neurológicos, Dra. Katiane Souza é referência em Neuropediatria no Rio de Janeiro.
Atuando no Leblon (Rio de Janeiro) e Icaraí (Niterói), já atendeu inúmeros pacientes através de sua abordagem acolhedora, técnica e humanizada.
Cada criança é única, e nosso compromisso é encontrar soluções que transformam vidas.
Quais sinais podem indicar espasticidade na infância?
Alguns sinais que merecem atenção são:
• andar na ponta dos pés;
• rigidez muscular;
• dificuldade para abrir as pernas;
• quedas frequentes;
• dificuldade para correr;
• postura corporal diferente ou movimentos mais “duros”.
Cada criança apresenta sinais diferentes, por isso a avaliação especializada é importante.
O tratamento depende da causa e das necessidades da criança. Pode envolver terapias multidisciplinares, uso de medicações, aplicação de toxina botulínica, acompanhamento ortopédico, cirurgias e estratégias para melhorar a mobilidade, conforto e desenvolvimento motor.
Sempre que a criança apresentar alterações motoras persistentes, dificuldade no desenvolvimento, rigidez muscular ou mudanças no padrão de movimento. Quanto mais precoce for a avaliação, maiores são as possibilidades de acompanhamento e direcionamento adequado.
Não. A espasticidade é um aumento involuntário da contração muscular causado por alterações neurológicas. Ela pode estar presente em diferentes condições neurológicas, incluindo paralisia cerebral, doenças genéticas, síndromes neurológicas e algumas alterações do desenvolvimento motor. Por isso, uma avaliação especializada é fundamental para entender a causa e definir o melhor acompanhamento.
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